<i>Ciao</i> Ettore Scola
O cinema ficou mais pobre com o desaparecimento, no passado dia 19, do realizador italiano Ettore Scola. O mestre da «sétima arte», falecido aos 84 anos, começou a carreira como argumentista, tendo realizado o seu primeiro filme em 1964. Dez anos depois alcança a notoriedade com «Tão amigos que nós éramos».
Com «Feios, Porcos e Maus» (1976), o título mais conhecido de cerca de 40 filmes realizados, venceu o Prémio de Melhor Realizador no Festival de Cannes. Com «Um Dia Inesquecível» (1977), foi nomeado para os óscares de Melhor Filme Estrangeiro e Melhor Actor (Marcello Mastroianni, protagonista do filme com Sophia Loren).
Militante durante décadas do já extinto Partido Comunista Italiano, Ettore Scola teve uma profícua intervenção política e social, dedicando-se, nos últimos anos, ao documentário, com filmes do género como um sobre a Cimeira do G8 em Génova, em 2001, e a repressão dos protestos por «um outro mundo» (durante os quais foi assassinado pela polícia o jovem Carlo Giuliani), ou «Cartas da Palestina», sobre a ocupação israelita.